Guia de escolha

Como escolher um software de gestão societária

Os critérios que separam uma plataforma societária de um repositório de arquivos, e como testar cada um antes de assinar.

Escrito por quem opera a rotina, não por quem só vende.

Ver os critérios

Leitura de 6 minutos

POR QUE A ESCOLHA É DIFÍCIL

Quase toda ferramenta diz que resolve
a gestão societária

Na prática, três categorias muito diferentes se apresentam com o mesmo nome. A primeira pergunta não é qual é a melhor, é em qual categoria está o que você está avaliando.

Repositório de documentos

Guarda arquivos com pasta, busca e permissão. Não conhece ato societário, não fecha saldo e não escritura livro. É o que a maioria dos escritórios já tem.

Assinatura eletrônica

Coleta assinatura com validade jurídica. Resolve o ato de assinar, não a escrituração, o prazo nem o histórico do que foi assinado.

Plataforma societária

Trata o ato como dado: o livro, o quadro acionário e os prazos derivam do que foi registrado, e não de um arquivo que alguém lembrou de atualizar.

OS CRITÉRIOS

Seis perguntas que separam as opções

Faça cada uma na demonstração e peça para ver na tela, não no slide.

O livro deriva do ato ou é um arquivo?

Peça para lançar uma transferência de ações e ver o livro de registro e o de transferência se atualizarem sozinhos. Se alguém precisa reeditar um documento, é repositório.

Ver esse teste na prática

O saldo em circulação fecha?

A soma das posições precisa bater com o capital social a qualquer momento, e a divergência precisa aparecer sozinha. Sem isso, o erro só aparece na due diligence.

Dá para ver a posição em uma data passada?

Auditoria, investidor e disputa societária perguntam por uma data específica. Reconstruir isso na mão custa dias.

A assinatura serve para escriturar?

Assinatura com certificado ICP-Brasil e integridade verificável é o que a IN 82 do DREI reconhece para o livro digital. Assinatura simples resolve contrato, não livro.

O prazo avisa antes de vencer?

AGO, mandatos de administradores e conselheiros e posse têm data. Alerta que depende de alguém olhar o calendário não é controle de prazo.

Você consegue sair levando os dados?

Pergunte o formato da exportação e se ela inclui o histórico, não só o estado atual. A resposta diz muito sobre a relação que vem pela frente.

A comparação que importa primeiro: o que você já faz hoje

Escrituração reconhecida pela IN 82 do DREI
Assinatura com ICP-Brasil e integridade verificável
Prazos de AGO, mandatos e posse com alerta
Quadro acionário e organograma derivados dos atos
Posição acionária em qualquer data
Exportação com histórico, não só o estado atual

Planilha e pasta compartilhada contra plataforma societária

Planilha e pasta compartilhada
O livro é um arquivo que alguém precisa lembrar de atualizar
O saldo em circulação só é conferido quando alguém desconfia
A posição em data passada é reconstruída na mão, se der
O prazo depende de quem olha o calendário
O histórico está em versões de arquivo, sem trilha
Plataforma societária
O livro deriva dos atos registrados
O saldo fecha com o capital social e a divergência aparece sozinha
A posição sai em qualquer data, com dois cliques
O prazo avisa antes de vencer
Cada alteração fica registrada, com autor e data

Teste os critérios

Quer aplicar essa lista na sua estrutura?

Na demonstração usamos os dados da sua empresa: lançamos um ato, geramos o livro na tela e fechamos o saldo em circulação. Se algum critério não passar, você vai saber na hora.

Demonstração

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Perguntas de decisão

Perguntas frequentes

Não. A obrigação legal é manter os livros societários e fazer a escrituração na forma da lei. A IN 82 do DREI reconhece o livro digital como forma válida, com assinatura eletrônica e integridade verificável, mas não exige plataforma nenhuma. Software é decisão de eficiência e de risco operacional, não de conformidade.

Quando o volume é baixo e estável. Uma sociedade limitada com dois sócios, sem alteração de quadro, sem conselho e sem exigência de auditoria costuma resolver com o contador e um bom controle de documentos. A conta começa a virar quando há movimentação de participação, mandatos com prazo, mais de uma empresa no grupo, ou perspectiva de due diligence.

A assinatura eletrônica resolve o ato de assinar com validade jurídica. A plataforma societária resolve o que vem antes e depois: gerar o documento a partir dos dados, escriturar no livro certo, atualizar o quadro acionário e guardar o histórico rastreável. São camadas diferentes, e muitas empresas usam as duas.

Peça uma demonstração com um caso da sua empresa, não com dados fictícios: uma transferência de ações real, um mandato prestes a vencer, um exercício que precisa de AGO. Peça para ver o livro sendo gerado na tela e o saldo em circulação fechando. Ferramenta que só apresenta slide costuma esconder que o livro é um anexo.

Costuma ser, e é a pergunta que mais se esquece de fazer. Confirme se a carga inclui os atos anteriores e não só o quadro atual, se a numeração dos livros mantém continuidade e quem faz o trabalho. Migração mal feita cria uma descontinuidade que reaparece na primeira auditoria.

Quer testar esses critérios com a sua estrutura?

Traga um caso real.

Na demonstração usamos os dados da sua empresa: lançamos um ato, geramos o livro e fechamos o saldo em circulação na sua frente.

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